Segurança pública - Fechamento de DPs gera tumulto



Fonte: JORNAL A TRIBUNA


Projeto de Reengenharia da Secretaria da Segurança Pública gerou bate-boca e confusão


A sessão desta quinta-feira, 14 de fevereiro, naCâmara de Ribeirão Preto foi tumultuada. Vinte vereadores pediram a palavrapara criticar o Projeto de Reengenharia que a Secretaria de Estado da SegurançaPública de Sâo Paulo (SSP-SP) vai implantar na cidade. Os parlamentaresreclamaram do fechamento de dois Distritos Policiais (DPs), o de BonfimPaulista e o 2ª PlantãoPolicial, na praça Santo Antônio, nos Campos Elíseos.

 

O tema foi levado a plenário pelo líder do PMDB,Léo Oliveira.Segundo a SSP-SP, Ribeirão Preto terá uma “central de flagrantes”que vai atender na rua Duque de Caixas, onde hoje estão instalados o 1ºDistrito de Polícia (DP), a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e o 1ºPlantão Policial. Algumas unidades serão fechadas e as outras serão unificadaspara que o atendimento ocorra em apenas um local.

 

As mudanças serão implantadas em março.Essasalterações integram o Projeto de Reengenharia anunciado em 31 de janeiro pelosecretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, durantevisita a Ribeirão Preto. A mudança foi confirmada pelo diretor do Departamentode Polícia Judiciária do Interior Três (Deinter-3), João Osinski Filho. Acentral de flagrantes funcionará 24 horas e terá dois delegados, três escrivãese três investigadores. O DP de Bonfim será incorporado a outro distrito ainda aser definido.

 

Com a reengenharia, Ribeirão Preto terá, nototal, sete distritos policiais e eles deixarão de trabalhar comflagrantes. O serviço nos lugares será de registro de boletins deocorrência, instauração de inquéritos e investigações. As delegaciasespecializadas, como a de Defesa da Mulher (DDM), da Infância e Juventude(Diju), a DIG e a de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) também deixarãode fazer flagrantes. Os DPs e essas delegacias funcionarão das 8 às 18 horas.

 

A intenção  é liberar os policiais para otrabalho de investigação, tirando deles a responsabilidade de elaborarflagrantes. Além da questão da segurança pública, Léo Oliveira questionou opossível fechamento do Centro de Convivência Infantil (CCI) do Hospital dasClínicas, onde os filhos de funcionários da unidade ficam enquanto os paistrabalham.Em plenário, o parlamentar afirmou que existe uma ação civil públicadesde 2011 para manter as unidades da Polícia Militar, confundido ascorporações.

 

“Não é assunto do município, mas do Estado, mascomo vereadores nossa função que fiscalizar e levar nosso apoio aos deputadospara nossas questões.”Depois que 11 vereadores usaram a palavra para debater aquestão e até a hipótese de uma caravana a São Paulo, Samuel Zanferdini (PMDB),que é delegado, explicou as mudanças que estão por vir na Polícia Civil deRibeirão Preto. “A cidade terá um plantão 24 horas para atender a população,por isso o 2º Plantão, que funciona em frente à Igreja Santo Antônio, seráfechado.

”Sobre a questão do DP de Bonfim Paulista, overeador afirmou que os planos do governo não é fechar a unidade, mas que elaseja reformulada nos próximos meses para dividir os trabalhos com o 4º DP. Odeputado Welson Gasparini (PSDB) também não gostou das alterações e encaminhouao governador Geraldo Alckmin (PSDB) oficio no qual destaca a “péssimarepercussão” dessas iniciativas e solicita a imediata  suspensão dasmeddias. 




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